O ano de 2008 e vai passando e as candidaturas a prefeitura de Vitória vão ficando mais claras, João Coser, do PT, teve sua candidatura impulsionada pelo Palácio Anchieta que indicou um vice para sua chapa. Paulo Ruy Carnelli, do PSDB, considerando que o Governador Paulo Hartung não cumpriu sua palavra de não interferir nas eleições da capital, retirou sua candidatura e deve apoiar o segundo colocado nas pesquisas Luciano Rezende (PPS). O PSOL ja definiu “Carlão” como seu candidato apesar de ter em seus quadros nomes mais expressivos como Brice Bragatto.
Apesar dessas definições, existe uma dúvida ainda, se o terceiro colocado nas pesquisas, Namy Chequer (PCdoB), com 3% das intenções de voto vai conseguir mesmo se candidatar. Você deve estar se perguntando se isso faria alguma diferença, mas acredite faz toda a diferença do mundo, afinal a candidatura vai depender de uma queda-de-braço entre aliados históricos, PT e PCdoB. Quando o Partido dos Trabalhadores não apoiou o comunista Aldo Rebelo para um segundo mandato na presidência da câmara dos deputados a cúpula do PCdoB decidiu que seria mais independente já que sempre se dispunha a ajudar os “companheiros” petistas e não recebiam de volta esse apoio.
Para isso foi formado um bloco juntando PDT, PSB e PCdoB, carinhosamente chamada de “bloquinho”, a intenção era clara : se desaveciliar do PT e conseguir com isso uma maior visibilidade com candidaturas majoritárias. Voltando ao Namy, que se conseguir realmente sua candidatura pode fazer bonito e talvez assim vender caro seu apoio num eventual segundo turno, conseguindo um espaço maior para seu partido no próximo governo, ou mesmo fortalecer seu nome para uma eleição futura para outros cargos.
De um jeito ou de outro seria a melhor opção para o PCdoB , agora nos resta esperar para ver até que ponto vai a dita independência.
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