Arquivo para Abril, 2008

E Namy Chequer, vai se candidatar?

O ano de 2008 e vai passando e as candidaturas a prefeitura de Vitória vão ficando mais claras, João Coser, do PT, teve sua candidatura impulsionada pelo Palácio Anchieta que indicou um vice para sua chapa. Paulo Ruy Carnelli, do PSDB, considerando que o Governador Paulo Hartung não cumpriu sua palavra de não interferir nas eleições da capital, retirou sua candidatura e deve apoiar o segundo colocado nas pesquisas Luciano Rezende (PPS). O PSOL ja definiu “Carlão” como seu candidato apesar de ter em seus quadros nomes mais expressivos como Brice Bragatto.

Apesar dessas definições, existe uma dúvida ainda, se o terceiro colocado nas pesquisas, Namy Chequer (PCdoB), com 3% das intenções de voto vai conseguir mesmo se candidatar. Você deve estar se perguntando se isso faria alguma diferença, mas acredite faz toda a diferença do mundo, afinal a candidatura vai depender de uma queda-de-braço entre aliados históricos, PT e PCdoB. Quando o Partido dos Trabalhadores não apoiou o comunista Aldo Rebelo para um segundo mandato na presidência da câmara dos deputados a cúpula do PCdoB decidiu que seria mais independente já que sempre se dispunha a ajudar os “companheiros” petistas e não recebiam de volta esse apoio.

Para isso foi formado um bloco juntando PDT, PSB e PCdoB, carinhosamente chamada de “bloquinho”, a intenção era clara : se desaveciliar do PT e conseguir com isso uma maior visibilidade com candidaturas majoritárias. Voltando ao Namy, que se conseguir realmente sua candidatura pode fazer bonito e talvez assim vender caro seu apoio num eventual segundo turno, conseguindo um espaço maior para seu partido no próximo governo, ou mesmo fortalecer seu nome para uma eleição futura para outros cargos.

De um jeito ou de outro seria a melhor opção para o PCdoB , agora nos resta esperar para ver até que ponto vai a dita independência.

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Verba indenizatória Deputados capixabas 03/2008

Depois de algum tempo voltamos com força total. Pegamos os dados de Março porque os de Abril ainda estão incompletos. O gostador do mês, aliais é uma gastadora já que quem gastou mais foi a deputada Iriny Lopes do PT, que teve um gasto de R$27.238,26, sendo que aproximadamente 73% disso ela gastou para “divulgação da atividade parlamentar”. O exemplo do mês ficou por conta de outra deputada, Rita Camata, do PMDB, que gastou por volta de R$2.500,00. Abaixo segue a lista completa por ordem alfabética

Camilo Cola (PMDB) :  5.228,53

Iriny Lopes (PT) : 27.238,26 (sendo 20.090,00 de divulgação da atividade parlamentar, bonito hein)

Jurandy Loureiro (PSC) : 14.616,05 (sendo 1.250,00 de divulgação da atividade parlamentar)

Lelo Coimbra (PMDB) : 11.090,72 (sendo 11.090,72 de divulgação da atividade parlamentar)

Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) : 11.068,15 (sendo 4.389,00  de divulgação da atividade parlamentar)

Manato (PDT) : 12.800,00

Neucimar Frafa (PR) : 12.923,34 (sendo 700,00 com divulgação da atividade parlamentar)

Rita Camata (PMDB) : 2.513,68 (sendo 392,00 com divulgação da atividade parlamentar)

Rose de Freitas (PMDB) : 14.124,66 (sendo 3.644,00 com divulgação da atividade parlamentar)

Sueli Vidigal (PDT) : 14.843,92  (sendo 2.450,00 com divulgação da atividade parlamentar)

 

Só para sentir como andam as coisas pelo Senado

Retirado do Blog do Noblat (indispensavel para quem gosta de política), Lá vai o texto:

Conto a curiosa história de como a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, acabou convocada, hoje, para depor no Senado sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nada impedirá os senadores de a interrogarem sobre o dossiê com despesas reservadas do casal FHC.

Estava marcada para às 10h uma reunião da Comissão de Infra-Estrutura do Senado presidida pelo senador Marconi Perillo (PSDB-GO). A comissão é formada por 23 senadores. Para que possa se reunir, é necessário que um mínimo de 12 senadores assinem o livro de presença.

Uma vez colhidas as assinaturas, parte deles pode se mandar. Foi o que aconteceu. Havia apenas cinco senadores presentes. E todos eles da oposição – Perillo, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), autor do requerimento de convocação de Dilma, João Tenório (PSDB-AL), Heráclito Fortes (DEM-PI) e Elizeu Rezende (DEM-MG).

Romero Jucá (PMDB-RR) batia perna pela Esplanada dos Ministérios. E os demais integrantes da Comissão, quase todos do PT e de partidos da chamada base de apoio ao governo, simplesmente sumiram. Estavam no prédio do Congresso, mas distantes da sala da Comissão.

Se apenas um deles estivesse presente poderia pedir verificação de quórum. E como o quórum para votação é de 12 senadores, nada seria votado.

Wellington Salgado (PMDB-MG) soube há tempo o que tramava a oposição. E decidiu aparecer de última hora para pedir verificação de quórum e abortar a trama.

Alertado sobre a intenção de Salgado, Flexa Ribeiro foi encontrá-lo em um dos corredores do Senado.

- E aí, que negócio é esse de convocar a Dilma? – perguntou Salgado.

- Não deu. Não havia quórum para votar – respondeu Ribeiro.

Salgado acreditou e deu meia volta. Ribeiro voltou à reunião da Comissão e deu prosseguimento à trama. A convocação de Dilma acabou aprovada em votação simbólica. Foi como se os 12 senadores que assinaram o livro de presença estivessem… presentes.

É assim que o PT e seus aliados tratam Dilma, a candidata de Lula à sua própria sucessão. Pobre Dilma!

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